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Independente de Cantanhede

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“Pró-Vida” apaga 15 velas Imprimir e-mail
Escrito por Inês Torres   
16-Jun-2010
A “Pró-Vida” assinalou o seu 15º aniversário na presença de entidades oficiais. Em dia de “apagar velas”, o presidente da instituição apelou “a Deus, anjos e santos” para que o parecer negativo da sua candidatura ao POPH seja reconsiderado e prometeu mandar “rezar uma missa” caso se verifiquem concretizações.

Realizou-se, no domingo, dia 6, a comemoração dos 15 anos da abertura à comunidade da Associação de Desenvolvimento, Progresso e Vida da Tocha (ADPVT), instituição de solidariedade social (IPSS) que surgiu para dar resposta às crescentes necessidades da população da freguesia da Tocha, concelho de Cantanhede.
O evento decorreu nas instalações da IPSS conhecida como “Pró-Vida” e contou com a presença de cerca de 500 pessoas, entre as quais entidades como Mário Ruivo, diretor do Centro Distrital de Segurança Social de Coimbra, Pedro Cardoso, vereador da Ação Social da Câmara Municipal de Cantanhede e Júlio Oliveira, presidente da Junta de Freguesia da Tocha.
O presidente da instituição, José Giraldo, deu início à cerimónia proferindo algumas palavras ilustrativas dos 15 anos de atividade da ADPVT, destacando os projetos que esta tem em curso, incluindo a instalação de um sistema solar térmico para produção de águas quentes sanitárias (AQS) - financiado pelo Estado em 65por cento - e, ainda, algumas reestruturações infraestruturais. O responsável apontou, ainda, as dificuldades que a “Pró-Vida” está a atravessar por lhe ter sido negada a candidatura ao Programa Operacional Potencial Humano (POPH), que a beneficiaria com uma comparticipação de 75 por cento nas obras “indispensáveis” de reparação. Neste sentido, o presidente apelou “a Deus e a todos os anjos e santos” para que esta decisão seja reconsiderada e até prometeu mandar “rezar uma missa de ação de graças” caso seja atribuído um aval favorável.
Em resposta ao dirigente, Mário Ruivo garantiu que o POPH obedece a regras rigorosas de concurso público traçadas a nível nacional, bem como a normas definidas pela Comissão Europeia. O diretor distrital deixou claro que “não houve qualquer atitude de prejuízo” da instituição em questão e que foram as “regras do jogo” que assim o ditaram. Não obstante, o executivo congratulou a “debutante” pelo seu trabalho e as pessoas que a ela se dedicam voluntariamente e mostrou-se disponível para “ajudar naquilo que puder”.
Da mesma forma, Pedro Cardoso, em representação do município de Cantanhede, demonstrou abertura para apoiar a ADPVT “dentro daquilo que é o quadro legal de competências”. O vereador elogiou aquela que considera ser uma “instituição de referência” no concelho com um “know-how capaz de corresponder aos desafios impostos”.
Para assinalar a data, o presidente da assembleia-geral da instituição, José Tereso, apelou ao voluntariado, desafiando a comunidade a dispensar “dois minutos do seu tempo” a apoiar a mesma causa que o levou, há mais de uma década, a fundar a “Pró-Vida”.
A celebração terminou com um almoço ao ar livre onde, num ambiente descontraído, se cantaram os parabéns, acompanhados pelo grupo de música popular e tradicional “Speto Barrote”, e se apagaram as 15 velas à “menina-moça” com aspirações a mulher.

 
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