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Independente de Cantanhede

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Serviços de Saúde são alvo de reforma na região Imprimir e-mail
Escrito por Cátia Figueiredo   
21-Jul-2010

O Agrupamento que integra os Centros de Saúde de Cantanhede, Mira, Mealhada e Mortágua assinou na passada segunda-feira, dia 19, com a ARS Centro, novas metas a atingir. O ACeS do Baixo Mondego III tem prevista a entrada em funcionamento de várias unidades funcionais até ao final do ano. A aguardar solução está a questão da falta de médico de família para 3250 utentes.

A USF Progresso e Vida é uma das unidades funcionais que, a partir do próximo mês de setembro, vem reforçar o concelho de Cantanhede ao nível da prestação de cuidados de saúde. A nova unidade integra dois pólos, um na Tocha e outro em Cadima. O coordenador da nova USF é Francisco Martins.

Estava inicialmente previsto entrar em funcionamento na passada segunda-feira, dia 19, mas a abertura foi adiada por dificuldades diversas, quer ao nível do pessoal, quer das condições físicas de trabalho.

A USF Progresso e Vida vem juntar-se a duas outras USF´s já existentes no concelho de Cantanhede, a USF Marquês de Marialva, sediada em Cantanhede e coordenada por José Augusto Simões, e a USF Gandras, coordenada por Carlos Chieira e que engloba Febres mais três pólos.

As diversas unidades prestam cuidados de “preferencialmente entre as 08H00 e as 24H00”, lembra Carlos Ordens, diretor executivo do Agrupamento de Centros de Saúde em que Cantanhede está inserido. Os horários podem ainda assim ser “ajustados consoante as realidades sócio e geo-demográficas.”

A USF das Gandras funciona das 08H às 18H00, a USF Marquês de Marialva entre as 08H00 e as 20H00 e a USF Progresso Vida vai estar aberta também das 08H00 às 20H00.

URAP é a que está “mais atrasada”

As USF´s do concelho de Cantanhede compõem apenas três das equipas do ACeS do Baixo Mondego III, apresentadas na passada quarta-feira, dia 14, na Mealhada. Este ACeS já existe desde 2009, mas propõe-se agora a atingir novas metas.

Previsto também para setembro deste ano está o arranque de UCSP’s no agrupamento. A que toca a Cantanhede tem como coordenadora Maria Augusta Macedo.

O ano de 2010 vai contar ainda com as UCC/ECCI. A de Cantanhede, coordenada por Madalena Moura, aguarda neste momento a análise do seu plano de ação.

A rede de serviços de saúde do ACeS do Baixo Mondego III é ainda composta por uma USP (com Rosa Monteiro nos comandos), ECL – RNCCI (coordenada por Maria Augusta Macedo) e uma URAP (coordenada por Carla Rodrigues). Esta última é a que está neste momento “mais atrasada”, explica Carlos Ordens.

As unidades dos quatro centros de saúde que integram o agrupamento são apoiadas por uma Unidade de Apoio à Gestão (UAG) e um Gabinete do Cidadão (AC), coordenados pelo diretor executivo do agrupamento, Carlos Ordens.

3250 utentes sem médico de família

Cada uma das unidades funcionais dispõe de autonomia organizativa e técnica, prestando à população em que está inserida uma “resposta de proximidade.” São regidas pela noção de equidade, para “distribuir o pouco que temos de igual forma”, salienta o diretor executivo. Também a “acessibilidade” deve “ser oferecida de igual forma.”

A diretora clínica do ACeS admite que “estamos num processo de reforma e a reforma é sempre complicada”, perante algumas questões levantadas pelos profissionais que integram o agrupamento.

Também Carlos Ordens, que na passada segunda-feira, dia 19, assinou com a ARS Centro a contratualização onde as novas metas são definidas, aponta que “partimos com algumas dificuldades.” Assegura ainda assim que “vamos tentar fazer o melhor possível.

Uma dessas dificuldades prende-se com o número de profissionais de saúde disponíveis. A diretora clínica do agrupamento lembra que em dezembro de 2009 havia 5 500 utentes sem médico de família, havendo ainda 3250 casos que se mantêm. Almerinda Rodrigues reivindica por isso mais médicos de família para o agrupamento, em oposição aos “médicos avulsos.”

São cerca de 92 mil utentes inscritos nos quatro centros de saúde que integram o AceS do Baixo Mondego III. Destes, contam-se perto de 45 mil só no de Cantanhede. A resposta é assegurada por cerca de 280 profissionais.

 
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