| Biocant serve de exemplo |
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| Escrito por Cátia Figueiredo | |
| 05-Mar-2008 | |
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Sete municípios marcaram presença em Cantanhede para partilhar exemplos de sucesso de "fixação de investimento em territórios locais e regionais". Foi este o tema da edição deste ano dos "Encontros Autárquicos". O caso do Biocant Park foi o exemplo cantanhedense apresentado. O Biocant Park é um dos "exemplos únicos do país". Foi assim que Carlos Faro, director do Biocant Park, apresentou a experiência cantanhedense de "fixação de investimento em territórios locais e regionais". O director do Biocant Park acredita mesmo que no futuro o Centro de Inovação em Biotecnologia consiga vir a albergar uma empresa estrangeira "de grande dimensão" - ainda que tal esteja ainda apenas em pensamentos. Seria "a cereja no topo do bolo". Carlos Faro acredita ainda que "o próprio concelho deixará de ser rural para passar a ter uma população baseada em quadros." As chaves para o sucesso apresentadas pelo director do parque tecnológico assentam na qualificação dos recursos humanos e num apoio autárquico, sem o qual "tinha sido impossível" alcançar o estado de coisas actual. Até 2010 o director do Centro de Inovação em Biotecnologia acredita mesmo que o parque terá ajudado a criar 20 empresas de base tecnológica na região e será responsável por 200 empregos qualificados. Carlos Faro recordou que às dez empresas hoje instaladas no Biocant, outras seis estão em lista de espera. Do projecto inicial, às empresas hoje fixadas no Centro de Inovação em Biotecnologia, toda a experiência do Biocant park foi apresentada na sessão dos "Encontros Autárquicos", organizados pela organizados pela Interface Administração Pública, da passada quinta-feira. O evento contou com uma plateia composta por quadros superiores e responsáveis pelo planeamento estratégico e de investimento de diferentes autarquias portuguesas. O palco da iniciativa foi o Biocant Park. Do ensino superior ao cluster automóvelPorque o objectivo do encontro passava pela troca de experiências entre diferentes concelhos, outros municípios contaram experiências de sucesso. Henrique Albergaria, do Instituto de Estudos Regionais e Urbanos da Universidade de Coimbra, apresentou as principais conclusões de um estudo sobre desenvolvimento regional e policentrismo na zona centro de Portugal. Já António Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Torres Novas, mostrou as condições e expectativas que estiveram na base do plano "TorresNovas.pt – planeamento de uma estratégia de desenvolvimento local num horizonte 2008-2015". Em representação de Leiria, Vítor Lourenço, vice-presidente daquela autarquia, apresentou a importância das instituições de ensino superior no desenvolvimento de uma região. A "parceria dinâmica" entre a Câmara Municipal e o Instituto Politécnico foi o exemplo analisado. Ainda da parte da manhã, foi tempo de José Alberto Gonçalves, adjunto do presidente da Câmara Municipal da Guarda, dar o seu contributo com o tema "A Guarda em relação à Europa". Já depois de almoço houve ainda tempo para analisar mais dois casos de fixação de investimento. António Silva, da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, referiu-se ao "investimento estrangeiro e as autarquias". De Palmela, Ana Teresa Vicente, presidente da Câmara Municipal, trouxe "a concretização de uma estratégia de desenvolvimento: Palmela e a consolidação do cluster automóvel". |
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